As Maiores Dúvidas dos Clientes nas Consultorias: Erros Fiscais que Todo Imigrante Precisa Evitar

As Maiores Dúvidas dos Clientes nas Consultorias: Erros Fiscais que Todo Imigrante Precisa Evitar

Se você já saiu do Brasil, está planejando sair ou até mesmo pensa em retornar, provavelmente já se perguntou como deixar a vida fiscal em ordem. Afinal, viver fora exige não só adaptação cultural, mas também cuidado com as obrigações perante a Receita Federal e o país onde você reside.

Muitos imigrantes acabam repetindo os mesmos equívocos, que podem gerar problemas sérios no futuro, como multas, cobranças inesperadas e até dificuldades em processos de residência.

Neste artigo, vou compartilhar os erros fiscais mais comuns cometidos por brasileiros no exterior e, claro, mostrar como evitá-los para que você possa viver com tranquilidade e regularidade em qualquer parte do mundo.


Uma das dúvidas mais recorrentes é sobre a comunicação de saída definitiva. Afinal, quando ela deve ser feita?

A comunicação deve ser realizada quando você decide morar de forma definitiva no exterior e já iniciou o processo de resolver a sua vida fiscal no Brasil. Ela serve para avisar à Receita Federal, bancos, INSS ou até mesmo à empresa onde você trabalha que você não é mais residente fiscal no Brasil.

Mas atenção: apesar de a lei considerar a comunicação obrigatória, não há penalidade se você não a fizer. O documento realmente oficial é o recibo da declaração de saída definitiva. Portanto, o que não pode ser negligenciado é justamente a declaração.

Em resumo:

  • Fez a comunicação, mas não declarou a saída? A comunicação será cancelada.
  • Não fez a comunicação, mas declarou a saída? Está tudo certo.
  • Não fez nada? Você ficará em débito com a Receita Federal.

Lembre-se de que a Receita Federal não tem como saber se você é um contribuinte isento ou um residente no exterior. É seu dever informar.


Outro erro muito comum é tentar manter residência fiscal no Brasil sem declarar os rendimentos do exterior.

Desde 2025, a Receita Federal já passou a acessar informações de contas fora do país. Isso significa que se você mantiver a residência fiscal no Brasil, é obrigatório declarar todos os seus rendimentos internacionais e a evolução patrimonial.

Caso contrário, em algum momento a Receita identificará o crescimento do seu patrimônio “do nada” e poderá cobrar imposto sobre toda a sua renda no exterior, acrescido de multas e juros.

A regra é simples: ou você faz a declaração de saída definitiva e passa a ser não residente, ou mantém a residência fiscal no Brasil declarando tudo, inclusive o que ganha fora.

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Muitos imigrantes acreditam que o acordo de não bitributação significa simplesmente: “se paguei imposto em um país, não pago no outro”. Mas não é assim que funciona.

Cada acordo tem regras próprias e cláusulas específicas. Em alguns casos, inclusive, pode ser necessário recorrer judicialmente para fazer valer os benefícios.

Exemplo: o acordo Brasil–Portugal prevê isenção de imposto de renda sobre dividendos, mas apenas em situações muito específicas, como quando a empresa tem sede física no Brasil e você retira dividendos vivendo em Portugal.

O ponto principal é: o acordo não elimina obrigações, ele apenas ajusta como o imposto será pago. Por isso, estudar o acordo entre Brasil e o país onde você vive é essencial para evitar surpresas.


Se conhecer os acordos é importante, conhecer a legislação fiscal local é indispensável.

Muitos imigrantes usufruem dos serviços públicos do país onde vivem, mas continuam declarando apenas no Brasil, acreditando que não precisam se preocupar com os tributos locais. Isso pode gerar sérios problemas.

Alguns países, como o Reino Unido, mudaram recentemente suas regras e passaram a exigir declaração obrigatória mesmo para rendimentos recebidos no exterior. Outros oferecem a possibilidade de regularização espontânea, com redução ou até isenção de multas e juros.

Ignorar essas obrigações pode parecer confortável no curto prazo, mas a tendência é que, com o avanço da tecnologia, todos os países cruzem dados fiscais em poucos anos.


As leis fiscais mudam com frequência. Alterações no Reino Unido, na Suíça e em outros países europeus já afetam diretamente brasileiros que vivem fora.

O risco é grande: você pode ter toda a sua situação migratória resolvida, mas acabar sendo barrado no processo de visto ou autorização de residência por causa de pendências fiscais.

Além disso, a vida adulta exige cuidado em várias frentes: finanças, saúde, família, previdência, eleições e, claro, impostos. Negligenciar qualquer uma delas pode comprometer todo o restante.


Regularizar sua vida fiscal no exterior pode parecer burocrático, mas é um passo essencial para garantir tranquilidade e segurança no futuro.

Evite os cinco erros mais comuns:

  1. Não negligencie a declaração de saída definitiva.
  2. Não mantenha duas residências fiscais de forma incorreta.
  3. Entenda os acordos de não bitributação.
  4. Respeite a lei fiscal do país onde vive.
  5. Acompanhe as mudanças na legislação.

Cuidar dos seus impostos é parte da vida adulta, tanto quanto cuidar da saúde, da família e das finanças pessoais.

E se precisar de orientação especializada, lembre-se: não é preciso enfrentar isso sozinho.

Esse post foi baseado em uma consultoria gratuíta da Contadora do Imigrante no Youtube:



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Regularizar sua situação fiscal pode parecer burocrático, mas com o caminho certo, tudo se torna mais simples e seguro.

A legislação muda, e cada situação é única. Use fontes oficiais e, se possível, conte com quem entende do universo fiscal do imigrante. 

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Até mais 💜