Se você acompanha as notícias financeiras ou possui investimentos, provavelmente ouviu o burburinho recente: “O Bitcoin acabou?”. Com as quedas bruscas no gráfico, o pânico costuma se instalar entre os pequenos investidores. Mas, sob a ótica da gestão financeira profissional, o cenário é bem diferente.
Baseado na análise da gestora financeira Débora Cerqueira Santos, preparamos este guia para você entender como contabilizar esses ativos no seu patrimônio e agir com inteligência financeira.
1. Entendendo os Ciclos de Mercado
A primeira lição é fria e calculista: o Bitcoin não acabou. O que vemos é um ciclo de mercado normal. Diferente do mercado tradicional, o mercado de criptomoedas é mais especulativo e volátil. Ele sobe rápido, mas também corrige (cai) com velocidade para criar liquidez e consolidar preços.
Para a contabilidade do seu patrimônio, isso significa que você não deve olhar para a cotação diária com desespero, mas sim entender que a volatilidade faz parte da natureza do ativo.
2. A Regra de Ouro dos 5%: Gestão de Risco
A dúvida mais comum que chega aos escritórios de contabilidade e consultoria é: “Quanto do meu dinheiro devo colocar nisso?”.
A resposta técnica para proteger a saúde do seu balanço patrimonial é a porcentagem de segurança. A recomendação é alocar no máximo 5% do seu patrimônio total em ativos de alto risco como o Bitcoin.
Por que apenas 5%?
- Se o valor cair a zero, sua saúde financeira global não é comprometida.
- Se o valor multiplicar (como costuma acontecer nos ciclos de alta), esses 5% dão um “boost” significativo na rentabilidade da sua carteira.
3. A Diferença entre “Sardinhas” e “Baleias”
No mundo financeiro, a reação à queda separa os amadores dos profissionais.
- Investidor Comum (Sardinha): Vê o preço cair, sente medo de perder tudo e vende na baixa, realizando o prejuízo.
- Investidor Institucional/Profissional (Baleia): Entende que a queda é uma promoção. É o momento de euforia para quem tem caixa e estratégia.
A inteligência financeira dita que, se você respeitou a regra dos 5%, a queda não é motivo de pânico, mas sim uma oportunidade de aportar mais a preços descontados.
4. O Longo Prazo: O Horizonte de 2032
Contabilmente, o Bitcoin está sendo visto cada vez mais como uma “reserva de valor digital”, semelhante ao ouro. Um dado fundamental para o seu planejamento de longo prazo é a escassez.
Estima-se que por volta de 2032 não será mais possivel “matematicamente” a emissão novas moedas, tornando o ativo deflacionário. Pela lei da oferta e demanda, quem tiver o ativo em carteira nesse momento de escassez poderá ver uma valorização expressiva.
Conclusão: Inteligência Financeira é a Chave
O Bitcoin caiu? Ótimo. Para quem tem planejamento, isso é apenas um ajuste técnico necessário para atingir novos topos históricos (All Time High).
A recomendação final é clara: não aja pela emoção. Utilize a lógica contábil:
- Respeite o limite de 5% do patrimônio.
- Use as quedas para rebalancear a carteira (comprar barato).
- Mantenha o foco no longo prazo e na escassez do ativo.
Cada caso possui suas particularidades, e o acompanhamento especializado é fundamental. Agende uma consultoria de planejamento fiscal internacional com a Contadora do Imigrante e garanta segurança para organizar sua vida tributária em conformidade com a legislação.
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Fonte: Baseado no conteúdo de Débora Cerqueira Santos, Gestora Financeira (Canal Contadora do Imigrante).
