Como a Saída Definitiva Pode Impactar Seu Crédito no Brasil

Como a Saída Definitiva Pode Impactar Seu Crédito no Brasil

Mudar de país é uma mistura de aventura, coragem e papelada. Você arruma as malas, organiza documentos, dá tchau para a família e pronto: está morando fora. Só que tem um detalhe que quase ninguém lembra: depois de fazer a Declaração de Saída Definitiva, a sua relação com o sistema financeiro brasileiro muda.

Se no Brasil você tinha facilidade em pedir crédito, financiar um imóvel ou até parcelar aquela TV em 12 vezes sem juros, prepare-se para uma nova realidade.

Ao virar não residente fiscal, você passa a ter restrições que podem dificultar o acesso a empréstimos e financiamentos. Não é perseguição, é regra do jogo.

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Quando você deixa de ser residente, os bancos e instituições financeiras no Brasil passam a olhar para o seu perfil de forma diferente. Na prática, eles entendem que você não vive mais no país, e isso traz uma dose de risco adicional para conceder crédito. Afinal, como cobrar alguém que mora em outro continente, ganha em outra moeda e está sujeito a leis de outro país?

Isso não significa que nunca mais você poderá ter crédito no Brasil. Significa apenas que as condições podem ser diferentes, os processos mais burocráticos e, em alguns casos, até inviáveis.


Aqui vai um alerta importante: muitos imigrantes caem na armadilha de continuar declarando imposto de renda da forma incorreta como residentes no Brasil apenas para não perder acesso a créditos. Parece uma solução simples, mas é uma verdadeira bomba fiscal esperando para explodir.

Declarar como residente sem de fato ser pode gerar inconsistências na Receita Federal e até problemas de bitributação no país onde você vive. Além disso, os bancos não estão preocupados em saber se sua declaração foi feita corretamente. O risco de cair na mira da receita só para tentar manter um financiamento não compensa.


Existem situações em que a pessoa realmente se enquadra como residente em dois países ao mesmo tempo, a chamada dupla residência fiscal. Nesses casos, é necessário aplicar corretamente os acordos internacionais de bitributação e provar, por meio de documentos, qual é o país que tem prioridade de tributação sobre os seus rendimentos.

O problema é que essa análise não se resolve com um clique no Google ou com a opinião do vizinho que “também mora fora”. É um tema complexo que exige cuidado, porque qualquer erro pode custar caro.


Se você está fora do Brasil, precisa pensar no seu crédito de forma diferente. É no país em que você vive hoje que você terá acesso a financiamentos de casa, carro, cartão de crédito local e até empréstimos para abrir um negócio. É lá que você constrói o seu histórico financeiro daqui para frente.

Manter expectativas irreais em relação ao crédito no Brasil pode atrapalhar o seu planejamento. Mais inteligente é organizar sua vida financeira no exterior e, se quiser investir no Brasil, usar ferramentas específicas para não residentes, como conta bancária de não residente e investimentos no mercado financeiro brasileiro feitos da forma correta.


Resumindo: ao fazer a Saída Definitiva, você precisa se preparar para algumas portas se fecharem no Brasil. Isso é normal. O foco deve estar em abrir portas no país onde você vive, construindo crédito local e organizando seus investimentos de forma estratégica. Se em algum momento você decidir investir ou comprar algo no Brasil, é preciso planejar cada passo, sempre aplicando corretamente sua condição fiscal.

O erro está em tentar driblar as regras, fingindo que ainda é residente só para conseguir crédito. Isso não só complica sua vida com a Receita Federal, como pode criar problemas no país onde você realmente mora.


Saída Definitiva não significa que você perdeu o direito de sonhar com investimentos ou até uma casa no Brasil.

Mas significa que, se quiser realizar esses planos, precisa se organizar de forma diferente. O segredo está no planejamento fiscal internacional, que vai garantir que você cumpra as regras do Brasil, respeite as leis do país onde vive e ainda encontre os caminhos corretos para investir.

Se você está pensando em começar a investir no Brasil, mas não sabe por onde começar sem tropeçar nas regras de residência fiscal, o melhor caminho é contar com orientação especializada.

Agende uma consultoria de planejamento fiscal e organize sua vida tributária sem riscos.

A legislação muda, e cada situação é única. Use fontes oficiais e, se possível, conte com quem entende do universo fiscal do imigrante.

Nos vemos no próximo post, até lá 💜